Por Revista Viva Acre • Atualizado em 15 de julho de 2026
Durante muitos anos acreditou-se que a floresta amazônica era ocupada apenas por pequenos grupos indígenas nômades. No entanto, uma série de descobertas realizadas no estado do Acre mudou completamente essa visão.
Com o avanço do desmatamento em algumas regiões do estado, enormes figuras geométricas começaram a surgir no solo. Eram círculos, quadrados, retângulos e outras formas perfeitamente desenhadas, ligadas por caminhos e valas, formando estruturas monumentais conhecidas como geoglifos.
Os primeiros registros desses desenhos começaram a ganhar notoriedade nas décadas de 1970 e 1980, quando áreas de floresta foram abertas para atividades agropecuárias. A partir daí, pesquisadores brasileiros e estrangeiros passaram a investigar essas estruturas.
Estudos arqueológicos indicam que muitos dos geoglifos possuem entre 1.000 e 2.500 anos de idade, mostrando que povos antigos possuíam elevado grau de organização social e conhecimento de engenharia.
Os geoglifos representam um dos maiores patrimônios arqueológicos da Amazônia e possuem enorme potencial para fortalecer o turismo científico e cultural no Acre.
O Geoglifo do Sitio Arqueologico Jacó Sá, próximo a Rio Branco, é um dos mais importantes sítios arqueológicos do Acre. Sua estrutura apresenta formas geométricas monumentais escavadas no solo. Sua origem e finalidade ainda são estudadas por arqueólogos. O local preserva importantes vestígios da ocupação humana antiga na Amazônia. O sítio é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan.
"A história da Amazônia ainda guarda muitos mistérios sob sua floresta."